BRASIL X ITÁLIA: DIFERENÇAS NO ACOLHIMENTO EM SITUAÇÃO DE RISCO

Publicado por Izabelle Ferrari em 07/06/2017 às 16h14

Todos os palestrantes italianos e uma palestrante espanhola que participaram do 1º Seminário Trinacional de Convivência Familiar e Comunitária, estiveram na cidade e integraram, no dia 08 de maio de 2017, uma roda de conversa para debater sobre as diferenças entre as ações de acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco no Brasil e na Itália. Estavam presentes a juíza da Vara da Infância e da Juventude de Foz do Iguaçu, Dra. Luciana Assad Luppi Ballalai, a juíza do Tribunal dos Menores da Catânia (Itália), Dra. Maria Francesca Pricoco e representantes da Associação Fraternidade Aliança - AFA mediaram os debates.

 “No Brasil, não há Lei Federal específica sobre acolhimento familiar, só  uma referência num dos artigos do Estatuto da Criança e do  Adolescente. Uma das possibilidades é que esse Seminário proponha  isso,” destacou a juíza. Na Itália, onde esse modelo de acolhimento em  que a criança fica numa família acolhedora em vez de ir para um abrigo  existe há décadas, a legislação é mais específica e avançada.

 As autoridades italianas se surpreenderam positivamente com a  existência e com o modo de atuação do Conselho Tutelar; debateram  sobre a quantidade de crianças e adolescentes na fila de adoção, no  Brasil, e trataram das diferenças culturais entre italianos e brasileiros  quando se fala em modo de criação dos filhos. Esses temas serão  detalhados durante as palestras previstas para o Seminário Trinacional.  

Família acolhedora: “novidade” no Brasil x prática de décadas na Itália

Há três anos, a AFA adotou, em parceria com a Prefeitura de Foz do Iguaçu, um tipo de acolhimento que não é nem abrigo, nem adoção: chama-se família acolhedora. “É como se eu emprestasse a minha família para alguma criança ou adolescente que esteja em risco,” explicou a vice-presidente da AFA, irmã Filomena Rubano. É uma situação provisória. “Muitas vezes, pais e mães são negligentes, omissos, precisam passar por um tratamento de drogadição e a criança fica exposta à violação de vários direitos: à vida, à educação, à saúde... A violação é tão intensa que a criança não pode permanecer naquele ambiente. Essa criança precisa ser retirada até que a justiça tente ajudar essa família natural a se reestruturar, mas, enquanto isso, quem cuida da criança?”, questionou a juíza.

No modelo de família acolhedora, a família interessada em ajudar participa de uma formação, recebe ajuda de custo mensal e pode ficar com a criança ou com o adolescente por, no máximo, dois anos. Um critério básico para se inscrever é declarar que não há interesse em adoção. Em Foz do Iguaçu, são cerca de 30 famílias aptas.

 

 

Categoria: Família Acolhedora

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