A AFA pelos olhos e alma do seu fundador

A AFA é uma humilde entidade que, além dos resultados imediatos, como a formação de jovens, pretende ser no Brasil uma pequena amostra de uma sociedade inspirada na lei de Cristo: Todos somos filhos de um só Pai, todos nascemos irmãos e queremos um mundo no qual seja possível realizar este ideal de fraternidade. Só com esta condição, podemos sonhar com uma terra sem maldades e relações pacíficas entre homens, que embora diferentes são chamados a viver em unidade.

Quando pensei na AFA (Associação Fraternidade Aliança) tinha claro que queria formar um centro onde todos poderiam se sentir acolhido “em sua casa”. Os primeiros tempos não foram fáceis, me deparei com tanta miséria que não imaginava. Senti-me na obrigação de atender essas pessoas, que exigiam “primeiros socorros”. Passados os anos e superados muitos obstáculos, a AFA configura-se hoje mais como um centro de acolhida e de formação ao espírito de solidariedade e de fraternidade – herança que desejo deixar ao povo de Foz do Iguaçu –, cujo local Espírito do Senhor me dirigiu na última fase de minha vida, depois de ter peregrinado por vários países da América Latina.

Como discípulo de Jesus de Nazaré e ministro da Igreja Católica, me questiono muitas vezes: a AFA é uma obra evangelizadora? A resposta é muito importante para mim e as pessoas que assumem sucessivamente a responsabilidade de transformar na prática os objetivos da entidade. A resposta é não. A AFA propõe atividades pedagógicas e formativas que podem ser confiadas a pessoas competentes, sem necessariamente serem religiosas. E nisso concordo. Porém, o espírito que inspirou e ainda inspira a AFA tem como proposta formar pessoas solidárias e capazes de se sentirem irmãs, inclusive dos mais desprezados.

Esta é a grande nova que queremos transmitir. Sempre me senti incapaz, absolutamente impotente para alcançar esse ideal do irmão Charles de Foucauld, nosso guia espiritual. Consciente de minha fraqueza, sempre rezo (dia e noite) pedindo que o Espírito do Senhor tome conta da AFA. Assisti como resposta às nossas súplicas a um fato em parte doloroso: pessoas que estiveram também à frente da AFA desistiram. Talvez, porque sentiram que as características desta organização não correspondiam às expectativas delas.

A AFA não precisa de dirigentes que apresentem atributos superiores de inteligência ou de santidade, mas sim que tenham sensibilidade para entender a um apelo: a generosidade em contrapartida a uma sociedade egoísta e interesseira. Um apelo à igualdade numa sociedade que discrimina e marginaliza cada vez mais os jovens, tendo como consequência reações de violência e de frustrações. Desejo sinceramente que a AFA seja mais do que uma entidade um legado de amor”

(Padre Arturo Paoli)

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